Você não tem cor, não tem cheiro. Sobrenome nem nome, mas a gente brinca de se amar. E eu faço poesia com você, porque você vive em mim e eu nem sei onde. No meu coração, talvez. Mas eu te sinto até na minha pele, no meu calcanhar e no meu modo de andar.
Eu te acolho em meu peito, e você me encolhe quando grita comigo. Quando abusa da minha paciência, quando não me faz companhia na hora do chá. Eu digo que vou embora, e você se ajoelha, me agarra pela cintura e beija minha barriga. Pede para que eu te desculpe, que você agiu da forma errada e que você é meu, porque eu te deixei ser. Então eu jogo fora a mágoa, guardo as lágrimas e desfaço as malas. Você me puxa com força e, de menina moça, eu viro tua paixão, teu amor.
Mas é tudo brincadeira, porque quando eu abro os olhos não te encontro, não te acho, não te vejo. Só te sinto, mas não te beijo. Não te enrosco em meu pescoço. Você não me beija os joelhos, não ri do meu riso sem graça e nem de minhas caretas tortas. Percebo então que tudo só foi um sonho.
E foi bom. Foi amor. - beijinhos de Katherina *;

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